2015 em filmes

Foram poucos filmes vistos, mas grandes obras acompanhadas.

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Oi pessoal, quanto tempo 🙂

No início desse ano eu pensei em vir aqui postar uma lista dos melhores filmes que vi no ano passado, mas me esqueci. Desculpem, nunca mais olhei aqui depois disso. O que é estranho. Olhando as estatísticas, o Um filme por dia ainda recebe em média sete mil visitas por dia (?), o que me assusta uma vez que a última atualização dele foi há mais de um ano.

Mas então, como vão? Faz tempo, né? É verdade. Muita coisa mudou. Se você quiser saber tudo o que mudou, você pode conferir lá no meu blog pessoal. Se você quer continuar recebendo dicas do que eu vejo e eu leio, o PCM vai voltar esse ano, porque eu pretendo tirar mais tempo para escrever (e ler, ando lendo cada vez menos).

Mas então, o que vocês viram esse ano? Eu vi pouquíssimos filmes, mas foram mais que no ano passado. Esse ano eu vi um pouco mais que 220 filmes (digo isso porque sei que vi 217, que estão catalogados no Letterboxd, mas também vi diversos curtas que não possuem registros por lá ainda). Vamos pro nosso querido ranking? Vamos.

Funciona assim: melhores filmes vistos no cinemamelhores filmes vistos em casa contam só primeiras vezes. Melhores filmespiores filmes vale tudo.

Melhores filmes vistos no cinema

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1. 45 anos

Em seu terceiro filme — o segundo de ficção —, Andrew Haigh une uma maturidade visual que tinha desenvolvido em Looking com um roteiro simples e desolador. 45 Anos é o melhor filme que vi esse ano. Um conto devastador sobre o tempo e o amor, e aquelas pequenas percepções que temos em um relacionamento que podem mudá-lo para sempre. O modo como Haigh cria o conflito sem nunca explodí-lo na tela (outros diretores, em filmes de diálogo, fariam uma sequência de briga enorme; Haigh, conhecendo seus personagens, deixa que eles aguentem tudo num silêncio amargurado).

Não são só as atuações de Charlotte Rampling e Tom Courtenay que são sensacionais. Haigh tem um conhecimento de como enquadrar, de como fazer nosso olho viajar por aquilo que ele quer que prestamos atenção, ao mesmo tempo em que uma história compassada lentamente se desenvolve na tela como uma flor morrendo em frente dos nossos olhos. 45 Anos é incrível e ressonante. Não um conto sobre o que nos separa, mas sobre aquilo que suspira em nossas mentes enquanto estamos juntos. Obrigatório.

E também:

2. Divertida Mente: a Pixar voltou com um dos melhores filmes da carreira; Pete Docter cria uma jornada belíssima, divertida e surpreendente naquilo que eu considero… não sei o que considero. É um puta filme, vão assistir.

3. Mad Max: Estrada da Fúria: não teve filme em 2015 como Estrada da Fúria. Frenético, emocionante e impecável. Eu saí dessa corrida querendo voltar e sentir ela toda de novo. Eu voltei, e senti. São poucos filmes que conseguem fazer isso.

4. Vício Inerente: eu não continuo gostando tanto do novo do Paul Thomas Anderson como eu gostei na hora que eu vi — mas ele continua sendo um dos melhores filmes que eu vi nesse ano, é uma pena que não tenha crescido tanto.

5. Adeus à Linguagem: eu não consigo explicar até agora o que foi que eu vi aí. Mas eu vi. Doeu. Foi bom demais.

Melhores filmes vistos em casa

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1. U.S. Go Home

Eu não sei o que foi isso, mas U.S. Go Home foi uma das coisas mais fantásticas que eu já vi na minha vida. É pequeno, é simples, é honestíssimo e conversa comigo mais do que eu gostaria.

Vai ver por isso eu amei ver ele, e assim que ele acabou eu decidi que ia esperar para ver ele de novo. U.S. Go Home é estranho porque é bastante específico, e ao mesmo tempo universal (eu comentei algo parecido com Weekend, no início de 2013). Mas U.S. Go Home é… nossa, é demais. Aquela cena no ônibus, como eu já estive numa situação daquelas. Mais de uma vez, mais de cinco, talvez mais de dez. E mesmo assim, é mágico ver como aquilo está na tela, é tão cinematográfico. É tão fascinante. Aqueles jovens.

E aquele olhar, no final, no início da manhã. Que noite inesquecível. Que filme inesquecível.

E também:

2. Tomates Verdes Fritos: meus filmes favoritos são sobre personagens — e eu quero viver com essas duas pelo resto da minha vida.

3. Citizenfour: um dos documentários mais bacanas que eu já vi, e um dos momentos mais decisivos que eu já vi em frente a uma câmera.

4. The Turning: irregular, talvez. Mas The Turning é uma sensacional jornada pelas gerações de uma família — e uma puta vitrine do cinema australiano.

5. A História da Eternidade: quando um filme é tão perfeito a ponto da natureza respeitar ele.

Melhores surpresas:

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1. U.S. Go Home

Eu realmente não esperava amar tanto um filme esse ano como eu amei U.S. Go Home. É algo que ainda está comigo, mais de um mês depois de eu ter assistido. E não são só os personagens — eu vejo filmes por causa dos personagens — mas em como eles estão próximos de mim, como eu consigo sentir eles, sentir aquele vento da noite, aquela inquietação.

Claire Dennis, conheço pouco e já gosto muito.

E também:

2. Divertida Mente: eu já esperava um filme bom, mas não sabia que a Pixar ia me fazer isso.

3. Mad Max: Estrada da Fúria: testemunhem o grande filme de ação da nossa geração.

4. O Abrigo: uma das recomendações do DissolveO Abrigo é um dos menores e mais bem-resolvidos filmes que vi esse ano.

5. Acima das Nuvens: pouca gente viu, muita gente deveria. Oliver Assayas é sensacional.

Piores filmes:

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1. O Amigo Oculto: visualize um filme do Shyamalan, coloca a Dakota Fanning com o cabelo pintado e gritando, coloca o Robert DeNiro naquela boa vontade dele de atuar das últimas décadas. Boas vindas ao inferno.

2. Amaldiçoado: volta pro livro, Harry Potter.

3. Heli: eu me odeio mais do que eu odeio esse filme porque eu me fiz ver ele duas vezes.

4. Deus não está morto: crenças a parte, é um filme muito ruim.

5. Pokémon: Jirashi, Realizador de Desejos: então…

Melhores filmes:

Paris, Texas

1. Paris, Texas

Sabe aquela época que eu dizia que era impossível ter um filme favorito?

Então, eu era um idiota.

Paris, Texas não é só o meu filme favorito.

É o motivo por eu amar filmes. Por eu olhar pra tela do cinema e me sentir em casa. Por eu olhar personagens, e querer acompanhá-los.

É o melhor filme que eu já vi na minha vida.

É o mais importante pra mim, também.

E também:

2. Uma Mulher Sob Influência: Gena Rowlands e John Cassavetes continuam me destruindo cada vez mais toda vez que eu olho esse filme.

3. Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo: tenho sérias dúvidas se esse não é o meu filme mais “caramba eu não quero deixar de ver isso nunca”. Provavelmente é.

4. Além da Linha Vermelha: nunca a guerra foi tão devastadora — e tão bela.

5. A Rede Social: discutam o quanto quiser, esse é o Cidadão Kane do cinema digital, em todos os sentidos possíveis.

Autor: Arthur

Eu faço sites e vejo filmes.

4 comentários em “2015 em filmes”

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