Preciso defender a tradução de Sunset Boulevard para Crepúsculo dos Deuses. É, para mim, um título muito melhor. Afinal, como diz Norma, “as estrelas são eternas”, assim como os deuses.

Crepúsculo dos Deuses é simplesmente brilhante. É um incrível filme sobre uma Hollywood não romantizada, em que o roteiro a exibe quase como um filme noir (e, talvez, até seja). É um produto de seu tempo: uma antes estrela do cinema mudo agora, em uma Hollywood apaixonada pelo som, vê sua carreira sucumbir ao esquecimento. Norma não se permite a isso e, então, contrata um roteirista para revisar o roteiro de sua retomada. É aí que Crepúsculo dos Deuses se desdobra.

Fascinante em retratar Hollywood como um ninho de criaturas famintas sem se tornar um daqueles filmes-crítica, Crepúsculo dos Deuses é ácido em seus argumentos e divertidíssimo em sua progressão. Tudo aqui é bom, resultado de algo que o cinema parece ter perdido há décadas: aquela necessidade de um conjunto inteiro em dar vida a algo maravilhoso, uma obra que te levará para um outro lugar. E tudo em Crepúsculo dos Deuses é magicamente perfeito.

  • Prós: TUDO. Das interpretações fantásticas ao roteiro divertidíssimo à direção minuciosa de Billy Wilder, Crepúsculo dos Deuses é genial.
  • Contras: nenhum.
  • Veredicto: por favor, sr. DeMille, dê à Norma o close-up que ela merece.

Publicado por Arthur

Eu faço sites e vejo filmes.

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