Por mais que sejam bem diferentes, 28 Hotel RoomsWeekend tratam, de forma semelhante, de temas em comum.

Weekend é um retrato intimista e sincero da sexualidade. 28 Hotel Rooms trilha um caminho parecido: os casos de amor de um casal que se encontra em diferentes hotéis em diferentes situações. Os 28.

São 28 quartos e 28 situações. 28 cenas de sexo e 28 encontros. O interessante de 28 Hotel Rooms é exibir a diferença da progressão do relacionamento e do sexo entre eles em cada um deles. O primeiro bem mais apaixonado que o vigésimo, por exemplo. Mas essa é uma análise bem simplória. Assim como possui cenas profundas como em Antes do Pôr-do-Sol28 Hotel Rooms também possui cenas bobas — afinal de contas alguns encontros podem ser completamente esquecíveis. O filme é um apinhado.

Como qualquer apinhado, há seus altos e baixos. Chris Messina e Marin Ireland parecem se sintonizar com esse roteiro, pois em algumas cenas entregam performances surpreendentes, e em outras são bem cretinas. O saldo final, porém, é uma boa viagem — e encarar o futuro (a janela, no último plano), com uma promessa. Se os hotéis são um apinhado de histórias de pessoas dissonantes em um ritual de passagem, nada mais justo que no último quarto haja apenas os dois conversando, olhando para o futuro (the six months) com uma boa conversa. Por mais que o sexo os aproxime, é a conversa que os sintoniza.

E, para um filme sobre ambientes dissonantes com personagens dissonantes em jornadas dissonantes, essa sintonia do filme, mesmo sendo só prometida, já é um bom lugar pra chegar.

  • Prós: um bom apinhado de situações de uma “colcha de retalhos” de um relacionamento; Chris Messina e Marin Ireland entregam atuaçòes soberbas;
  • Contras: nem todos os quartos são significativos, nem todas as atuações de Messina e Ireland prestam.
  • Veredicto: com um saldo muito positivo no final, 28 Hotel Rooms fala da dissonância de uma sociedade que busca, a todo o momento, um encontro. É como Weekend, mais fraco. Mas não por isso menos proveitoso.

28 Hotel Rooms (2012). Estados Unidos. Escrito e dirigido por Matt Ross; fotografado por Doug Emmett; editado por Joseph Krings; trilha-sonora por Fall On Your Sword; com Chris Messina, Marin Ireland.

Publicado por Arthur

Eu faço sites e vejo filmes.

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3 comentários

  1. Um filme muito BOM , essa atriz Marin é um espetáculo de interpretação, gostei., Recomendo.

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